quinta-feira, 4 de junho de 2015

Evangelizar é muito mais que dizer "Jesus te ama"

Outro dia vi na internet um grupo de irmãos extremamente bem intencionados expondo num sinal de trânsito uma faixa que dizia: "Jesus te ama".

Muito legal ver a mobilização de crentes no desejo de evangelizar. O desejo desses irmãos em falar do amor de Deus é louvável. Todavia acredito que evangelizar seja bem mais do que dizer pra alguém que Jesus o ama.

Aliás, tem sido comum encontrarmos, irmãos, pastores e Igrejas evangelizando o perdido com a frase em questão. 

Ouso afirmar que uso deste jargão por parte de quem evangeliza, omite verdades indispensáveis a pregação do Evangelho. Ora, evangelizar não significa dizer para o incrédulo que Jesus o ama, aliás, evangelizar é muito mais do que isso, evangelizar é confrontar o homem em seus delitos e pecados, mostrando ao pecador que sem Cristo ele está condenado ao inferno. O problema é que numa sociedade hedonista o evangelho pregado por alguns precisa ser palatável, isto é, agradável aos aos homens, porém desprovido de verdades eternas.

Ao consultar as Escrituras percebemos que tanto João Batista, Jesus e os apóstolos ao pregarem o Evangelho não o faziam numa perspectiva humanista, onde o mais importante é o anuncio de um Deus "paz e amor" que tem por objetivo principal proporcionar ao homem satisfação em todas as áreas da vida. Muito pelo contrário, a Bíblia nos trás inúmeros textos em que os "pregadores" confrontam os homens em seus delitos e pecados chamando-os ao arrependimento. (Lc 13:03; At 26:20; Lc 24:47; At 3:19; II Pd 3:09; Mt 3:02, At 2:38; Mc 1:15; Mc 1:04; Mt 3:11; Lc 3:03; Lc 5:32; At 5:31; At 11:18; At 20:21)

Talvez ao ler esse texto você esteja dizendo consigo mesmo: "Ah! Mas, se a gente falar sobre pecado ninguém vai querer ir a igreja. Precisamos oferecer um "atrativo" especial para que os homens se interessem por Deus."

Pois é, de fato os homens não gostam de ouvir sobre o pecado e suas consequências. Na verdade, os homens preferem um deus cuja mensagem seja exclusivamente amorosa. Contudo, ainda que saibamos que Deus é amor, omitir a verdade inequívoca do juízo divino é pecar de forma efetiva contra a vontade revelada de Deus sobre o destino eterno dos homens que vivem na prática do pecado. 

Bem sei que não podemos e nem devemos esquecer a mensagem principal do evangelho que é o amor de Deus pelo pecador, todavia, Não devemos esquecer que o verdadeiro amor que vem de Deus, gera arrependimento de pecados,e como consequência, obediência a sua palavra.

Isto posto, ao evangelizar anuncie o evangelho pleno cuja notícia ultrapassa o uso do jargão "Jesus te ama." Pregue sobre o pecado, as consequências eternas dele, como também a verdade inquestionável que o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo morreu  numa Cruz para perdoar as transgressões de todo aquele que nele crê concedendo ao pecador vida eterna.

Pense nisso!

Renato Vargens

10 dicas importantes para os que ministram o louvor

Infelizmente boa parte dos cristãos consideram a música tocada na igreja mais importante que a pregação da Palavra. Há pouco vi os números de uma enquete evangelíca cuja pergunta era: O que você prefere na Igreja: Louvor ou a Pregação da Palavra. Lamentavelmente o louvou ganhou disparado.

Pois é, além da pobreza musical dos nossos hinos, os louvores ministrados em nossas assembleias estão repletos de erros grotescos e desvios teológicos, onde através de estapafúrdias canções, brincamos de adoração. Caro amigo, como já afimei em outra ocasião tenho a impressão que o chamado movimento gospel criou através de sua liturgia um novo sacramento denominado louvor. Para estes, ainda que inconscientemente, a adoração com música transformou-se num meio de graça, onde mediante canções distorcidas teologicamente, os crentes são levados a um estado de catarse.

Pensando na saúde das nossas igrejas, bem como no engrandecimento do nome do nosso Senhor, resolvi escrever  10 dicas àqueles que ministram o louvor na igreja.

1- Cuidado com o que está cantando. Muitas das canções tocadas em nossos cultos são heréticas e distorcidas teologicamente. Antes de ensina um hino a igreja, apresente-o ao seu pastor deixando-o averiguar se a letra está de acordo com os ensinamentos das Escrituras.

2- Ao ministrar os louvores no culto evite ao término de cada canção falar alguma coisa. Lembre-se que você esta ali para conduzir a adoração e não pregar.

3- Você não é um animador de auditórios, portanto, abandone o complexo de "Silvio Santos" e evite  manipular o povo com expressões e gestos religiosos.

4- Cuidado com o volume do SOM. Música alta prejudica a adoração.

5- Evite chamar a atenção para si mesmo, lembre-se você está alí para conduzir o povo em adoração.

6- Louvor não é show. Você não foi chamado para apresentar-se diante de uma platéia ávida por um bom espetáculo. Você foi chamado para adorar a Deus.

7-  Esmerece-se em fazer o melhor. Ensaie, ensaie e ensaie. Faça isso sozinho e com a banda, jamais esquecendo que excelência é fundamental no desenvolvimento de qualquer ministério cristão.

8- Cuidado com o misticismo.

9- Cuidado com as ênfases judaizantes.

10- Faça tudo para a glória de Deus.

Renato Vargens

O que acontece a uma igreja que não consegue adorar?


O grande e notável pastor A.W.Tozer afirmou que a igreja que não sabe adorar precisa ser entretida, e ele está certo. 

Em tempos como o nosso onde o entretenimento se faz presente em praticamente quase todas as igrejas, a afirmação de Tozer se adequa perfeitamente. O interessante é que boa parte das comunidades evangélicas que defendem uma plena adoração, vivenciam em seus momentos de louvor com música, extravagâncias inomináveis onde o entretenimento e o lazer ser fazem presentes. Nessa perspectiva a  igreja "sai do chão" mediante gritos histéricos, ruge como leão, cai no poder, sapateia no re-te-té, além é claro de promover esquicitices que nos fazem ruborizar de vergonha.

Caro leitor, a grande incoerência dos que se dizem "portadores" da adoração é que não adoram, isto porque, a verdadeira adoração tem por característica a ausência de argumentos que fazem com que o homem esteja no centro de todas as coisas. 

A grande questão é que quando o homem ocupa o centro do culto, da música e da teologia, o louvor torna-se antropocêntrico proporcionando assim o afloramento da industria do entretenimento.

Isto posto concluo esta breve reflexão afirmando que uma igreja que adora, tem Cristo no centro de seu culto o que se contrapõe a adoração humanista onde o que importa é a satisfação do freguês. 

Pense nisso!

Renato Vargens

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Banda2
Não há um grupo de louvor que não tenha história(s) para contar. Eu, pelo menos, já passei por cada uma. Aqui estão algumas das mais comuns entre companheiros de música com quem já conversei.
Se você lembrar de mais alguma, manda lá nos comentários!
  1. Você já participou de uma banda, escolheu um nome legal, planejou sua carreira musical, chegou até a se apresentar uma ou outra vez… mas aí veio a época do vestibular e nunca mais se tocou no assunto.home.praise-band
  2. A guitarra nunca está suficientemente afinada.
  3. O guitarrista está com a cifra na sua frente, ele sabe ler cifra, no ensaio ele toca a cifra todinha… mas na hora do louvor ele esquece que a cifra existe.
  4. Todo mundo ensaia no volume certo e aumenta na hora em que começa o louvor.
  5. Enquanto o guitarrista afina a guitarra, o baterista está batucando sem parar.
  6. O back nunca se ouve no retorno.
  7. O baixista nunca se ouve no retorno.
  8. A banda toda só ouve o baixista no retorno.
  9. A congregação nunca bate palma no tempo certo (“1 – Palma! – 3 – Palma!” Não deveria ser tão difícil assim…)
  10. Há (pelo menos) uma menina no back que acha que canta igual à Ana Paula Valadão.
  11. Toda mesa de som tem um canal do back com o volume mais baixo que os outros. (As razões para isso são diversas)
  12. Enquanto o operador da mesa passa os retornos, o baterista está batucando sem parar.
  13. Todo guitarrista insiste que entre Dó (C) e Mi (E) existem umas quinze notas que dá para enfiar no meio.
  14. Não importa o quanto a banda ensaie tudo certinho, o pastor vai entrar fora de hora e / ou errar o tom.
  15. Pastor mandou só a igreja na hora do refrão? Ninguém avisou o baterista.
  16. Não importa o quanto o caderno / pasta de cifras seja organizado em ordem alfabética lindamente, depois do culto elas vão todas parar numa pilha. Fora de ordem. Ao lado da pasta.
  17. Enquanto o dirigente está escolhendo as músicas, o baterista está batucando sem parar.
  18. Uma dos membros da banda (se não todos) é o filho do pastor.
  19. O baixista ainda não está se ouvindo direito.
  20. O pastor está doido para colocar uma bateria eletrônica na igreja.
  21. Vamos cantar aquela música do CD? Ok, mas desce dois tons.
  22. Não importa o quanto ela peça para aumentar o volume, o microfone daquela irmã querida do back só vai funcionar quando ela começar a cantar para valer.
  23. Nunca há pratos o suficiente na bateria, e o pastor vai saber disso.
  24. O cara do violão toca toda música com a mesma levada, só muda a velocidade (chá-com-pão, xinguilingue… o que seja…)
  25. Enquanto o tecladista escolhe o timbre no teclado durante o ensaio quando acabou a música, o baterista está batucando sem parar.
  26. O pastor vai descobrir (na terça-feira) que a caixa da guitarra ficou ligada (desde o culto de domingo).
  27. O computador vai pifar na hora da gravação da mensagem.
  28. O rapaz da mesa de som esqueceu de colocar para gravar a mensagem e perdeu-se a leitura bíblica no começo.
  29. O dirigente de louvor mandou uma “glória a Deus” ou “só as vozes” porque:
    1. A voz falhou
    2. Ele esqueceu a letra
  30. Entre uma música e outra, o guitarrista vai tirar o seu som e ficar fritando enquanto o pastor ora.
  31. Adivinha o que o baterista está fazendo neste momento?
  32. A banda ensaiou dez músicas, mas na hora do louvor o pastor canta três delas e puxa mais quatro que ninguém sabe tocar.
  33. Sabe aquela música que o pastor cantava na infância que ele lembrou no meio da mensagem e pediu para cantar no final do culto? Não conheço. Aliás, ninguém conhece. Exceto o grupo das senhoras que senta na segunda fila.
  34. Não precisam bater palmas depois de TODA música, de verdade, não tem problema.
  35. Até que dê microfonia, o back vai sempre pedir para aumentar o retorno.
  36. Tem uma irmãozinho na congregação que canta tão alto e fora do tom que já te fez errar. (Mas ele é querido demais e ninguém tem coragem de falar)
  37. Vocês ensaiaram tudo certinho e estava tudo certo para ser o melhor louvor do ano, daí na segunda música acaba a bateria do microfone sem-fio, arrebenta a corda da guitarra, o ventilador joga a cifra para longe, a baqueta cai no chão…
  38. Sabe aquela virada que o baterista nunca acerta no ensaio? Então, ele vai tentar fazer no meio do refrão.
  39. Sabe aquela música rápida pra caramba que está todo mundo tocando numa velocidade ultra máster e de repente termina? Pois é, o baterista não terminou.
  40. Todo mundo ensaiou a frase direitinho e ficou perfeita durante o ensaio… e na hora do louvor todos esquecem dela.
  41. Sabe qual é a melhor hora para se afinar a guitarra? Durante a oração inicial. (Pelo menos segundo o guitarrista, né?)
  42. O pastor vai sempre fazer um sinal para a banda que ninguém vai entender.
  43. Para o bom músico, um dedinho apontando para cima ou dois toques na cabeça basta.
  44. Queríamos subir o tom, mas o tecladista está de olho fechado.
  45. Todos têm uma semana pra tirar a música nova. Uma tirou a música, a outra não recebeu o e-mail, dois “deram uma ouvida em casa” e o guitarrista falou “Tocae que eu vou pegando.”
  46. Acabou o culto e todo mundo já está indo embora… e o baterista está batucando sem parar.

OBS: Eu sou baterista.
OBS 2: Não tenho nada contra guitarristas.

Fonte: http://oblogdoandrew.wordpress.com/2014/11/10/46-situacoes-que-todo-musico-de-igreja-conhece/

Culto de cura, de libertação, de vitória, de prosperidade, dos empresários… estamos cultuando a Deus ou a nós mesmos?

          Basta passar em frente a uma igreja evangélica e logo vê-se a faixa: “Grande culto da vitória”, “Culto de cura e libertação”, “Culto das causas impossíveis”, “Culto dos empresários”, “Grande campanha da prosperidade financeira”. Mas isso é bíblico?
Em primeiro lugar, vamos situar o que é culto, e para quem deve ser feito. A palavra culto vem do latim cultus, que significa cuidado, cultivo, adoração, reverência, segundo o site Origem da Palavra. Em tese, podemos adorar ou reverenciar pessoas e divindades. Porém, como cristãos, devemos prestar culto apenas a Deus.
       Mas aí vamos à igreja prestar culto a Deus, em tese. Só que vamos na “terça-feira da prosperidade financeira”, pois estamos passando por um momento difícil e, nesse dia específico, será feita uma “oração forte” para ajudar os endividados a mudarem de vida.
blog83Sinceramente: estamos indo a esse culto para adorar a Deus ou para tentar resolver nosso problema?
Cultuar, adorar, prevê se humilhar diante de Deus. Prevê demonstrar que nada podemos sem Ele. Prevê afirmar que, não importa o que Ele permita que aconteça em nossa vida, ainda assim O reconhecemos como Soberano Senhor e Salvador de nossas vidas. Então, por que misturamos isso com nossos desejos pessoais?
Veja bem, creio que é lícito orar a Deus e pedir por tudo aquilo que precisamos. Esse é um ponto. Porém, quando nomeamos um culto de “noite da libertação” tiramos a centralidade do culto na adoração a Deus, para coloca-la na busca por libertação dos fiéis. É uma coisa sutil, mas é.
E por que as igrejas passaram a fazer essas “campanhas” específicas nos dias de culto ao Senhor?
blog84Estratégia para fidelizar a clientela. Se uma igreja tem apenas “culto”, atrai poucos fiéis. Mas, se tem a “sexta-feira forte da cura das doenças”, aí serão muitos fiéis, ávidos por aquilo que é prometido: no caso, cura. São fiéis não buscando a Deus pelo que Ele é, mas pelo que Ele pode fazer em nosso favor. Mas é esse o culto que Deus espera de nós?

Veja o que Jesus nos ensinou:

“Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;
E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?
Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” – Mateus 6:25-34
blog85
Adicionar legenda
Deus sabe das nossas necessidades, e Ele ouve nossas orações em secreto. Assim, Ele, como Pai Amoroso, está pronto para nos prover naquilo que precisamos, se essa for Sua vontade. Não é preciso, para isso, que façamos um culto de vitória, para buscar vitória nos nossos empreendimentos, ou campanha dos empresários (por que ninguém faz a campanha dos auxiliares gerais?), para cativar quem pode dar melhores dízimos e ofertas, ou culto de cura, afinal vemos nos Evangelhos que as curas aconteciam sem sequer a necessidade de um culto específico.
          A grande verdade é que um líder gospel com visão negocial e de marketing descobriu que dar qualidades ou características místico-poderosas às reuniões de culto aumentaria a plateia. Afinal, cá para nós, entre assistir ao culto com o pastor fulano, que faz milagres extraordinários, e assistir a um culto comum, sem um nome chamativo que o torne especial, em qual culto a maioria de nós iria?
blog86Com o tempo, muitas igrejas passaram a imitar esse método, considerado por muitos como algo vindo de Deus. Mas Deus quer que O cultuemos por amor, temor e tremor, ou por interesse pessoal? “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.” – Isaías 42:8
Sim, muitos de nós – eu, inclusive – nos aproximamos de Deus por conta da busca de satisfação de algum interesse (saúde, finanças, família, etc). Porém, à medida em que caminhamos com Cristo, Ele nos faz perceber que devemos amar a Deus primeiramente e independentemente de qualquer coisa que Ele venha ou não a fazer por nós. Uma igreja que vive de cultos específicos para os fiéis e campanhas intermináveis não permite que seus membros cresçam e aprendam essa lição, estagnando-os ao estado inicial da fé, aquele em que, por desconhecimento de Deus, ainda O buscamos apenas por interesse pessoal.
          Em outras palavras: quem vive de culto de campanha vive cultuando para si mesmo.
O amadurecimento espiritual está em buscar a Deus pelo que Ele é. E o amadurecimento espiritual do líder cristão está em deixar de depender de seus próprios métodos humanos, de marketing, para buscar a adesão de novos fiéis. Afinal,

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.
E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” – Atos 2:42-47
blog9Igreja cheia não é e nunca foi sinônimo de multidão de cristãos verdadeiros. Infelizmente, muitas igrejas estão cheias de cristãos puramente nominais, que frequentam o lugar porque ali lhes é apresentado um evangelho agradável ao mundo, no qual Deus é um mordomo a nosso serviço, que é obrigado a nos dar o que pedimos se fizermos direitinho o que o líder religioso mandar. E, entre as ordens, está a de frequentar os cultos de campanha e trazer bons dízimos e ofertas alçadas em cada um deles (com a desculpa de que não se pode aproximar do altar de mãos vazias – já ouvi muuuuito isso!!!).
Se for da vontade de Deus, você será curado(a), provido(a), terá seu lar restaurado, independente de participar de algum culto específico para tal. Deus olha o seu coração, não a faixa na frente da igreja para agir na sua vida.]

“E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á;
Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á.
E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?
Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?
Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” – Lucas 11:9-13

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

Fonte: http://estrangeira.wordpress.com/2013/11/09/culto-de-cura-de-libertacao-de-vitoria-de-prosperidade-dos-empresarios-estamos-cultuando-a-deus-ou-a-nos-mesmos/

sábado, 12 de outubro de 2013

Figurino bíblico: Modéstia e bom senso

“Onde a cobiça reina no íntimo, não haverá modéstia nas vestes exteriores. A vestimenta de uma mulher piedosa tem de ser diferente das vestes de uma prostituta, se a piedade tem de ser provada pelas obras, a verbalização de ser crente também precisa ser visível em vestes decentes e apropriadas."

O texto bíblico usado pelo apóstolo Paulo que trata a respeito da composição das vestes da mulher cristã está em I Tm 2:9: “Da mesma sorte que as mulheres em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestidos dispendiosos”. Na mesma linha de pensamento, Pedro exorta enfaticamente: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos”. À luz destas passagens, medidas éticas e disciplinares são recomendadas e merecem atenção especial. Há realmente mulheres, que se tornam indecentes, na maneira de trajar, usando vestidos transparentes ou escandalosamente decotados. 

Às vezes, aparecem com as costas desnudas e o busto quase totalmente exposto, numa demonstração de evidente carnalidade. Existem, ainda, as preferências pelas mini-saias, as quais despertam a lascívia dos olhares cupidinosos. As vestes falam bem alto dos sentimentos do interior e das pretensões do coração, ou seja, “o como” nos vestimos está relacionado com “o que” somos por dentro. Em nossos dias percebe-se que o espírito de prostituição na casa do Senhor tem caminho livre através da moda desavergonhada e provocante. E, o pior é que pastores retrocedem. Não ousam abrir a boca, e dobram-se à imposição diabólica da moda devassa. Esses líderes são como diz o profeta Isaías “cães mudos” (Is 56: 10). Atualmente, o padrão definido pelos meios de comunicação como sendo a mulher ideal é a sensual, geralmente pouco vestida, que exibe o corpo como mercadoria. Não se procura a mulher virtuosa, mas a mulher formosa. É o reflexo de uma sociedade que cultua o corpo e que tem a mulher apenas como um pedaço de carne em exposição num açougue chamado exibicionismo. 

É preciso que os servos e as servas de Deus não se deixem aviltar pela imposição diabólica da moda, mas se ataviem com trajes decentes, com modéstia e bom senso. O figurino que traz modelos elegantes, sóbrios e modestos são os traçados pelo Espírito Santo – “Que as mulheres se ataviem com modéstia e bom senso”. A palavra modéstia no grego é “aidos” que quer dizer “respeito”. É usada como sinônimo de pureza moral de comportamento. Tal pureza não exibe ostentação nem sensualidade. A modéstia procura não atrair a atenção para si mesma nem se mostrar de maneira inconveniente. Portanto, a modéstia é o elemento chave do caráter cristão e, as vestes devem fazer a mesma “confissão” que os lábios fazem. Vestir-se com modéstia significa um sentimento moral que inclui respeito para com o sentimento de outros, ou seja, indica um senso de respeito aos limites de conveniência. Enfim, a modéstia não quer exibir-se, não se revela em nudez quer na igreja ou fora dela. Por outro lado, a palavra grega para “bom senso” é “sophrosune” que indica controle das paixões e dos desejos. 

O filósofo Aristóteles fazia dessa virtude um fator normativo em toda a ação ética, intitulando-a de virtude áurea. Desse modo, “bom senso” deve ser entendido como um estado de controle sobre si mesmo na área de apetites. Paulo passa a idéia de autocontrole nos apetites físicos o que impede o surgimento da tentação à imodéstia. Portanto, “bom senso” possui uma conotação especificamente sexual. É claro que não se deve descartar que Paulo combate nesse versículo o aparato de vestuário, pois ele enfatiza “não com vestidos dispendiosos”. A palavra “dispendioso” no grego é “poluteles” que significa, “caro”, “luxuoso”. Roupas luxuosas, caras e extravagantes além de levar a uma vida de ostentação para o gáudio próprio e humilhação para os mais pobres da igreja, resultam em dispêndio inútil e atentam contra a recomendação apostólica da simplicidade. O figurino bíblico não exala sexo, ostentação e dinheiro, mas pureza e humildade. 

Calvino disse: “Onde a cobiça reina no íntimo, não haverá modéstia nas vestes exteriores”. Acrescenta ainda “A vestimenta de uma mulher piedosa tem de ser diferente das vestes de uma prostituta, se a piedade tem de ser provada pelas obras, a verbalização de ser crente também precisa ser visível em vestes decentes e apropriadas”. 

Nos tempos bíblicos a caracterização de uma prostituta era a revelação de seu corpo através de suas roupas sensuais. Não havia nenhuma dúvida quanto ao “uniforme de uma prostituta”. Na verdade, o marketing de uma prostituta consiste em mostrar suas curvas, coxas, nádegas e genitálias. Nesse contexto, as mini-saias, vestidos decotados, apertados ou transparentes satisfazem perfeitamente essa finalidade.

Algumas pessoas dizem: “Deus vê o coração e não o exterior” (I Samuel 16:7). Mas, observe o que diz em Mateus 17:1 e 2 “E após seis dias, Jesus tomou a Pedro, Tiago e João, seu irmão e os levou até um alto monte em particular; e foi transfigurado diante deles e seu rosto brilhava como o sol e suas vestes se tornara brancas como a luz”. Jesus estava ainda sob a forma humana, mas diante de Pedro, Tiago e João, sua aparência foi transformada. Jesus estava transfigurado, o que na língua grega significa modificado. A palavra “transfigurado” vem do grego “morphi” que quer dizer “expressão exterior que procede do interior”, ou ainda, “expressão exterior que apresenta o caráter interior”. 

Naquele dia, no monte, quando o rosto de Jesus começou a brilhar tanto quanto o sol e suas vestes se tornaram brancas como a luz, a glória de Deus começou a resplandecer. Aquela glória de Deus era uma expressão exterior de quem Jesus era. Portanto, um coração puro reflete no exterior. Um coração santo e puro não exterioriza sensualidade. As pessoas não podem ver nossos corações para saber o que há dentro, mas podem discerni-lo pelo que estão vendo por fora. O modo como nos vestimos revela o que somos. É claro que uma mulher pode estar pudicamente vestida e ter um coração cheio de rapinas, mas a Deus ela não engana. O fato de se ter a possibilidade de uma mulher está pudicamente vestida e ter um coração podre não invalida o figurino estabelecido por Deus: modéstia e bom senso.

Ir. Marcos Pinheiro

domingo, 23 de junho de 2013

Louvor x vingança

A hinologia evangélica brasileira é muito complicada. Lamentavelmente boa parte dos nossos compositores não possuem uma boa teologia, o que contribui para o aparecimento de canções absolutamente antagônicas ao ensino das Escrituras. Um claro exemplo disso são as músicas cujo conteúdo incentivam o ódio e a vingança pessoal.

 Veja por exemplo a canção "Sabor de mel" protagonizada pela cantora Damares: “Quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na benção vão se arrepender. Vai estar entre a platéia e você no palco, Vai olhar e ver Jesus brilhando em você” 

 Um outro exemplo é uma música da Rose Nascimento que sistematicamente tem sido entoada em boa parte das igrejas evangélicas do Brasil:

 “Não se deixe ser levado pela voz do opressor. Ele só sabe acusar. Não se renda porque ele já perdeu Agora é a sua vez de humilhar”

 Como é que é? Sua vez de humilhar? É isso mesmo? Quem te viu passar pela prova e não te ajudou vai se arrepender? Será que é isso mesmo que eu li?

Caro leitor, o reformador Martinho Lutero acreditava que a música é um excelente instrumento de divulgação de boa teologia, todavia, o que vemos em nosso país são composições desprovidas de boa doutrina, o que muitas das vezes faz com que a Igreja Tupiniquim cante conceitos completamente apostos a doutrina dos apóstolos.

 Pois é, participar de alguns cultos é um verdadeiro desafio, isto porque as canções entoadas em nossos cultos são absolutamente desprovidas de graça. Infelizmente numa liturgia preponderantemente hedonista, este tipo de evangélico é extravagante, quer de volta o que é seu, necessita de restituição, determina a prosperidade e anseia por vingança.

 Prezado amigo, sem sombra de dúvidas vivemos dias complicadíssimos onde o Todo-poderoso foi transformado em gênio da lâmpada mágica, cuja missão prioritária é promover satisfação aos crentes. Diante disto, precisamos orar ao Senhor pedindo a Ele que nos livre definitivamente desse louvor, filho bastardo da indústria mercantilista gospel, o qual nos tem nos empurrado goela abaixo, conceitos e valores anticristãos cujo objetivo final não é a glória de Deus, mas satisfação dos homens.

 Definitivamente a coisa está feia! Minha oração é que o Senhor nosso Deus nos reconduza a uma adoração cristocêntrica extirpando das nossas liturgias esse louvor inconsequente que em nada contribui para o engrandecimento do nome do Senhor.

 Soli Deo Gloria!

 Renato Vargens

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A máquina do tempo, Lutero e os apóstolos modernos.

Suponhamos que fosse possível construir uma máquina do tempo e que alguém fosse em Wittenberg em  01 de novembro de 1517 e convidasse o reformador Alemão Martinho Lutero, a fazer uma visita ao século XXI.  

Ao chegar ao Rio de Janeiro, com certeza Lutero se encantaria com a beleza da cidade, com o topografia privilegiada da capital fluminense, com a espontaneidade do carioca e com a alegria do povo brasileiro. Todavia, se fosse levado a uma igreja neopentecostal  o grande Reformador ficaria apavorado.

Imaginemos então o diálogo entre Lutero e um apóstolo tupiniquim:

Lutero: Boa tarde! Estou feliz por estar aqui na cidade maravilhosa, Me disseram que o Rio de Janeiro possui milhões de protestantes. Louvado seja Deus pela salvação deste povo.

Apóstolo: Grande Lutero, eu declaro a bênção de Deus sobre sua sua vida, eu determino a vitória sobre sua vida, e ministério.

Lutero: Como assim determino? Por acaso não é Deus que possui este poder?

Apóstolo: Lutero, por acaso você nunca leu na Bíblia que tudo aquilo que Jesus conquistou na cruz é direito nosso? Ora, você desconhece o fato de que não somos cauda e sim cabeça? Não entende que temos poder para fazer o homem prosperar e crescer segundo a vontade de Deus? 

Lutero: Apóstolo, Aliais, apóstolo? Estranho isso! Sua interpretação bíblica está absolutamente equivocada!

Apóstolo: Lutero, você não entende dos mistérios de "Papai", deixemos isso para lá! Bem, soube que você compôs uma canção chamada "Castelo Forte" e que nela você diz o seguinte "se tivermos que perder, família, bens,  poder."  Por acaso você disse isso mesmo? Meu Jesus amado, quanta ignorância! Rapaz será que você nunca ouviu falar na unção da nobreza? Deixe-me lhe dizer uma coisa: você está atrasado meu filho! Se você não tomar posse da bênção, vais morrer na miséria. Mas, veja bem, vou lhe ensinar uma coisa: Se você contribuir com o meu ministério internacional e apostólico semeando ofertas generosas de 10 mil dólares, em minha conta pessoal, sua vida mudará da água para o vinho. Você crê nisso? Então decrete a bênção!

Lutero: Como é que é? Eu que bebo a cerveja de Wintteberg e você que fica de porre?  Isso é simonia! 

Apóstolo: "Simo" o que? 

Lutero: Venda de indulgências. Você está fazendo exatamente o que a igreja Romana fez em minha época. Isso é pecado, é heresia e precisa ser combatido.

Apóstolo: Preste atenção como fala comigo, eu sou autoridade e questionar meus ensinos e decretos é tocar no ungido do Senhor. Cuidado, porque eu tenho poder para amaldiçoa-lo em nome de Deus.

Lutero: Mas quem age assim é o papa e seus cardeais. É o Papa que toma pra si uma autoridade que não lhe pertence. O papa diz que ele é representante de Deus, vigário de Cristo  e que quando ele fala "ex-cátedra" sua palavra é inquestionável. 

Apóstolo:  Vejo que você não entende nada!  Eu sou ungido do Senhor! Eu sou apóstolo ao contrário de você que é um mongezinho. Caro Lutero, diante da sua arrogância em me enfrentar eu profetizo sua miséria até que se arrependa do seu pecado e me honre com as suas primícias.

Lutero: Como assim?

Apóstolo: É simples meu caro alemão. Tudo aquilo que receber você destinará uma pequena parte para honrar o meu ministério. Agindo assim, Deus te abençoará.

Lutero:  Seu filho do diabo até quando perverterás o povo de Deus? Isso que está fazendo afronta a Palavra de Deus.  Por  favor me diga aonde é sua igreja? Preciso levar umas coisinhas para lá? 

Apóstolo: Vejo que se arrependeu meu caro alemão. A minha igreja fica na Rua da prosperidade, no bairro da unção profética.

Lutero: Não. Não me arrependi. Gostaria de colocar na porta de sua igreja a cópia de umas teses que ontem coloquei no Castelo de Winttenberg.

Que Deus tenha misericórdia da Igreja brasileira.

Renato Vargens
Fonte: http://renatovargens.blogspot.com.br/2011/10/maquina-do-tempo-lutero-e-os-apostolos.html

domingo, 28 de outubro de 2012

O Cristão, a política e a politicagem


Não defendo "evangélico petista", "psdbista", "pmdbista", "cambista" ou qualquer dos muitos "istas" que há por aí, muito menos crente potiqueiro capaz de, ao posicionar-se de um lado, partir p/ ignorância difamando, propagando mentiras e acusações parciais a favor dos seus interesses. Muito menos, faço campanhas eleitoreiras para quem quer que seja.

Infelizmente, na eleição de 2010 para presidente muitos pastores foram capazes de usar o lugar sando, destinado à pregação do Evangelho p/ "alertar" os fiéis p/ não votarem na candidata que, segundo eles, disse que "nem Cristo a venceria". Infelzmente, o altar foi (e sempre é) manchado por essas barbaridades.

Não concordo em "deixarmos o nosso meio, cheio de heresias, modismos, aberrações alheias ao Evangelho em que pastores, cantores, membros,  líderes carregados de pecados ocupam o lugar santo, cantam, pregam, fazem "arruaças" nas mentes e corações das pessoas, para nos envolver com politicagens. Isso mesmo, politicagens, não politica.

Criticamos tanto o movimento gay. Pois bem. O que dizer do nosso meio evangélico em que infelismente a quantidade de amaziados, divorciados, "foras"  do casamento, fornicadores, adúlteros, idólatras ocupando as tribunas é gigantesca? E ninguem pode falar nada, afinal de contas "não julgueis para não ser julgados"...

Sabe aquela passagem de Mateus 7:3 que diz: "E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho"? Cabe muito bem nesse caso!

Está mais que na hora de revermos nossos posicionamentos.

Pense nisso!

www.joaozynhocamargo.blogspot.com